sexta-feira, 26 de julho de 2013

Crônicas de Asunción
Uma sala, uma turma e muitos sonhos. Mas o que são sonhos, se não as aspirações que objetivamos para nossa vida pessoal e profissional, muito mais que desejos, são afirmações de algo que pretendemos tomar realidade, não para satisfazer um ego, mas para nos tornar, no nosso caso, agentes do conhecimento com uma propriedade mais ampla na missão de educador.
Somos uma turma, e como tal temos nossas particularidades, nossos anseios nossas experiências de vida.
Vamos às impressões captadas sobre esses guerreiros e guerreiras do mundo fascinante chamado educação. Iniciamos com a cidade de Redenção; Essa cidade não nos deu somente o exemplo de liberdade, da coragem de dizer não ao absurdo do cativeiro humano, ela nos deu seis pérolas que nos conquistaram pelo dinamismo, simpatia, inteligência, simplicidade e solidariedade.
Canindé, terra da religiosidade, onde o povo simples do nordeste se refugia para rezar e acalentar sua alma nos brindou com mulheres notáveis, mães, amigas, esposas, profissionais que nos fazem parafrasear Erasmo Carlos: Somos dependentes e carentes da força da mulher. Canindé nos presenteou, também com um ser humano, que na sua humildade, nos mostrou que a paz interior e a afetividade, a família, são valores que devem ser cultivados. Esse amigo é assim: Um ser que se recusa a cortar o cordão umbilical que o une a irmã e a tia.
Já Barbalha, nos envia um mestre sagaz, filosófico, um artista das palavras, sempre pronto a ajudar, a contribuir.
De Limoeiro do Norte, temos o amigo atento, conselheiro, firme em suas convicções, semblante fechado, mas de coração aberto às boas causas.
Fortaleza e Pacatuba, nos trás um grupo eclético, que une beleza, intelectualidade, charme, elegância, compromisso e sensibilidade. Ainda falando da capital Alencarina é mais do que necessário falarmos de um guerreiro amigo, pesquisador, investigador, pai e esposo que ama sua prole. Esse amigo tem um dom especial: Nasceu para exaltar e reconhecer o que o ser humano tem de melhor, não se elogia, mas aponta sempre os nossos trabalhos como uma pesquisa relevante a sociedade.
Chegamos ao Pará, que geograficamente e culturalmente e um gigante que lá no “topo”, no norte, nos dá a dimensão do que é uma pluralidade de cultura. Pois bem! Esse povo admirável esta sendo representado no mestrado por três mulheres que expressam a exuberância dos nortistas, a garra de um povo que não se cansa de lutar, que segue o que deixou plantado o sindicalista acreano Chico Mendes, onde a luta por um sonho é um direito, torna-lo realidade é um compromisso.
De São Benedito, temos educadores sonhadores, comunicadores a quebrar tabus. Homens-meninos que brincam com a arte de viver.
Aos nossos mestres só temos a agradecer, por nos situar, por nos mostrarem que um título não nos fará pessoas indiferentes com os amigos de nosso meio, e nem soberbos ao pensarmos que sabemos de tudo, que somos os tops.
Do Paraguai, conhecermos um povo disposto a nos colocar no contexto desse país que nos acolhe como filhos dessa pátria.
Por fim, estamos aqui por uma causa: Fazer o sonho acontecer, pois um sonho é a essência daqueles que acreditam em um mundo sem fronteira no aspecto respeito às diferenças, é a compreensão de que Deus faz parte desse caminho.


Domingos Teles

Assunção, 26 de Julho de 2013.